Reveillon em Amsterdam 2008/2009 - Parte 1
Eu ainda não postei sobre a viagem que fiz para Barcelona, mas um dia escrevo sobre ela. Vou logo sobre o reveillon em Amsterdam, afinal, Janeiro ta quase acabando e não faria sentido postar isso em outro mês.
O pessoal que está fazendo intercâmbio aqui na Europa decidiu vir para Berlin, e os que estão aqui em Bremen acabaram escolhendo passar em Barcelona. Já tinha viajado para as duas cidades, então decidi escolher outro destino e viajar só com Camila mesmo.
Escolhemos virar o ano em Amsterdam, mas como deixamos para resolver as coisas muito em cima da hora, tudo ficou mais caro (ou esgotado). Passagens de avião e trem ficariam caras demais, mas conseguimos achar uma de ônibus pela Eurolines que estava com um preço razoável - outra opção para quem quer comprar passagens de ônibus por aqui é a BerlinLinienBus - a ida e volta ficou 100 euros. Bastante caro, mas aceitável pelas circunstâncias. Os albergues estavam todos quase lotados, geralmente com vagas somente naqueles quartos com 20 pessoas. E mesmo nesses quartos os preços médios estavam em 45-55 po pessoa! Ficar num quarto de 20 pessoas pagando preço de hotel não faz sentido, então ficamos em um hotel mesmo.
O plano era sair dia 30 as 23h55, chegando em Amsterdam as 6h00 do dia 31. A dormida seria a do onibus mesmo. Passeávamos durante o dia, faríamos o check-in no hotel a tarde e voltaríamos para o Silvester (como os alemães chamam o reveillon) que ocorreria na principal praça de Amsterdam, a Damsquare. Dormíriamos depois das festas no hotel, mas fariamos checkout por volta das 11 para não pagar outra diária. Passearíamos novamente pela cidade o dia 01 inteiro, as 23h15 pegaríamos o onibus de volta para Bremen. Teoricamente perfeito, né? Dois dias inteiros na cidade, com uma só diária. Um pouco cansativo, mas interessante.
Mas na prática, alguns detalhes não saíram bem como esperado…
O ônibus deveria sair das 23h55. E aqui na Alemanha, como já disse, 23h55 e 23h56 são coisas diferentes. Não existe atraso em nada. Pelo menos não deveria existir, o ônibus só apareceu meia hora depois. Era um ônibus feio, apertado e lotado! Praticamente não havia lugar livre, e o quem estava sentado só em um dos pares de poltronas fazia questão de se esticar para ocupar os dois. Teve até gente que disse “tem gente aqui” só pra ficar com as duas cadeiras para si. A gente ia viajar separados, mas uma mulher se ofereceu para trocar de lugar e conseguimos viajar juntos.
O ônibus que chegaria as 06h00, saiu atrasado mas sabe-se lá como chegou as 04h50! Obviamente, tudo estava fechado as 04h50! E para complicar mais ainda, ele não chegou na Central Station, mas sim na Amstel Station (ok, admito que deveria ter conferido direito antes). Ficamos um bom tempo na Amstel Station, que estava sem funcionar mas permitia que as pessoas aguardassem no interior do prédio, esperando o primeiro metro que nos levasse ao centro da cidade. Nesse meio tempo conhecemos umas brasileiras da Bahia que também estão fazendo intercâmbio pela Europa (na Espanha eu acho.. ou na França… ou metade em cada país).
Lá pras 07h00 chegamos na Central Station. A estação já funcionava, mas somente ela. A cidade mesmo só ia começar a funcionar lá pelas 08h30-09h00. Tempo suficiente para planejarmos direito nosso dia e tomarmos um café na estação.
E vieram algumas surpresas relacioadas ao transporte. A primeira foi que o transporte público a noite é bem deficiente. Para de funcionar num sei que horas e só volta lá pra mais tarde. Apenas uns ônibus especiais que não cobrem toda a cidade ficam operando, e com baixa freqüencia. A segunda foi que nosso hotel é feito para quem tem carro. Ele tem acesso para uma estrada, muitas garagens gratuitas e é complicado de andar a pé por perto. De dia até que ele é acessível. Pega um metrô até a estação Overamstel, anda um bocadinho paralelo a avenida e chega. A noite, infelizmente não tem jeito. Pode-se descer na Amstel e andar uns 2km a pé.. ou pegar um taxi. Fora isso, é o hotel é bem bom. Procuramos alguns hoteis e albergues com melhor localização, mas ou eles eram caros demais ou por causa do reveillon exigiam que os hóspedes ficassem no mínimo duas noites. Ficamos no nosso hotel mesmo (e até recomendo ele para quem estiver indo de carro).
Passadas as complicações da viagem, começamos a conhecer Amsterdam e esperar o Reveillon (Continua num próximo post…)


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