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O primeiro destino é Marrocos. A gente (eu e Camila) deve sair pra Frankfurt daqui a umas 5 horas. De lá, vamos pra Marrakesh. Um guia local, que já levou uns amigos nossos, vai estar nos esperando (se deus quiser). Entao iremos direto para um deserto perto de Mahmid (de Marrakesh pra lá sao 8 horas em um 4×4). Passaremos 3 noites lá e retornamos para a capital onde dormiremos mais 2 noites.
Bom, vou me preparar psicologicamente para duas horas dentro de um aviao da Ryanair.
Já não estou mais em Karlsruhe. Meu contrato com a empresa ainda está em vigor, mas estou de “férias” até o fim dele. Já entreguei meu apartamento sexta e fiquei aqui na casa de Camila em Bonn até hoje. Vou comecar hoje, então, uma série de viagens até meu retorno no Brasil.
Serao 10 voos, três trens, um camelo, um 4×4, um carro alugado, dois onibus em 24 dias - que resultaram em uma volta pela Europa até a chegada em Joao Pessoa.
Nao postei ainda sobre a viagem para Barcelona no ano passado, nem sobre quando fomos para a Bélgica nem sobre quando eu fui esquiar. Mas dessa vez vou tentar ir postando algo o mais rápido possível. Nao vou ter Internet nos próximos dias, mas domingo chego na Itália e dependendo do tempo livre eu posto algo novo aqui.
Faz um tempo que aconteceu, mas ate agora nao havia postado. O feirado de 1 de maio caiu em uma sexta. Eu e Camila pedimos férias de um dia (aqui é normal fazer isso) e ganhamos um fim de semana de 4 dias! Coco e Carol, um casal de franceses que conhecemos em Bremen, haviam nos chamado para a casa deles. Mas lá é um tanto longe, então acabamos combinando de nos encontrarmos no meio do caminho. No caso, em Paris.
Novamente, a gente acabou optando por ir de ônibus. É ruim, cansativo, demorado, mas barato. Custou 62 euros, ida e volta. Dessa vez saiu tudo mais ou menos como esperado. Saímos de Karlsruhe as 22h30 (ta, 23h30.. o ônibus atrasou de novo) e chegamos em Paris as 07h00 (tá, 06h30, o ônibus conseguiu sair atrasado e chegar mais cedo). Os franceses só chegariam perto da hora de meio dia, então ficamos rodando até eles aparecerem. Pegamos metro pra Opera Garnier, onde estava tendo uma manifestação por causa do dia do trabalho. Andamos pelas redondezas até chegar no Louvre. Pouco depois os franceses ligaram, hora de se encontrar no hotel. Ficamos num hotel da rede Campanile e a diária foi apenas 40 euros (20 pra cada).
Uma coisa para ser destacada nessa viagem é como Paris é cara! Uma coca cola sai por uns 4 euros! Uma bola de sorvete nao sai por menos de 2. A única exceção é o transporte. Um ticket diário de metro custa apenas 3 euros. Também me chamou a atenção a quantidade de brasileiros por ali. Em todos os cantos tinha gente falando português. E por falar em Brasileiros, coincidentemente encontramos os baianos de Bremen passeando por lá. Mariana também ficou de aparecer, mas deu bolo.
No primeiro dia, com os Franceses, fomos logo nos pontos turísticos. Torre Eifel, Arco do Triunfo, Chans Elisse, Louvre etc. Eu já tinha subido na torre da outra vez que estive em Paris, mas pretendia ir mesmo assim. Porém como a fila estava gigantesca, decidimos não enfrentar. O dia foi bem legal, mas existem milhões de posts sobre os pontos turísticos de Paris pela Internet e não vale a pena escrever mais um.
No sábado voltamos para a torre Eifel na esperança que a fila estivesse menor. Mas nao estava. Deixamos para lá e continuamos vendo os pontos turísticos. Fomos no Notre Dame, Moulin Rouge e na Básilica do Sagrado Coração e o Bairro de Montmartre. No domingo, último dia da viagem, fomos no Louvre. A entrada no museu é de graca no primeiro domingo de cada mês.
Saindo do museu, fomos direto pegar o ônibus de volta. Chegamos aqui na segunda as 7 da manhã exaustos (dormir nesses ônibus da Eurolines é uma tortura). Mas como tinha pedido folga, deu pra descansar.
As fotos estao no flickr. Aliás, vou colocar fotos das outras viagens lá depois.
Usando VOIP é possível ligar gratuitamente para o Brasil. Porém, na maioria dos casos (ou todos eles) é necessário ter uma conta “ativa” no sistema que pode lhe custar uns 10 euros. Mesmo assim, sai muito barato. Nesses tempos aqui tenho usado o Jajah e o 12voip.
O JAJAH é um serviço de ótima qualidade que permite ligações via VOIP através de telefones reais. Não é necessária a instalação de nenhum software. Basta entrar no site, colocar o número do seu telefone (no meu caso, na Alemanha) e o número que deseja ligar (possivelmente no Brasil). Ambos os telefones tocarão ao mesmo tempo, e a qualidade da ligação é perfeita. Eles fornecem alguns outros serviços que não cheguei a utilizar muito, como um botão “call me” que você pode inserir em seu site. Ele permite ligações “gratuitas” de fixo para fixo entre usuários Jajah. O número que efetua a ligação precisa ser uma “conta ativa”. O jajah considera ativos os usuários que efetuaram pelo menos um pagamento nas últimas 6 semanas e o valor mínimo da recarga é 10 euros. Ou seja, fazendo um cadastro pro seu número alemão, um cadastro pro seu número brasileiro (nao precisa por crédito nele) e depositando 10 euros na conta alemã, é possível ligar do seu fixo alemão pro fixo brasileiro por 6 semanas e depois continuar ligando por apenas 3.9 centavos/min. O Jajah é uma empresa séria e confiável.
Outra alternativa é o 12voip. O 12voip é mais um produto da Betamax, empresa famosa no mundo Voip por oferecer serviços capengas e cobrar mais caro que o anunciado. Comigo, felizmente, tem dado tudo certo até agora. O máximo que aconteceu foi eles me cobrarem algumas raras vezes por chamadas que deveriam ser gratuitas. O suporte deles é ineficiente e na hora do aperto, eles simplesmente lançam um novo site com outro nome. Voipstunt, 12voip, lowrateVoip, VOIPWise, Nonoh, VoipCheap, VoipBuster etc é tudo a mesma empresa, porém com tarifas e promocoes diferentes. No meu caso, escolhi a 12voip. Nele o destino não precisa estar cadastrado para a ligação ser gratuita. Basta que sua conta seja “ativa”. Eles consideram contas ativas aquelas que colocaram crédito nos últimos 3 meses. Ou seja, basta abrir uma conta la e depositar 10 euros para ligar de graca para telefones fixo do Brasil durante 3 meses e depois gastar os créditos ligando por menos de 5 centavos o minuto. É possível ligar “de fixo para fixo” através do site como o Jajah ou pelo próprio computador utilizando o software deles. Na hora do pagamento, recomendo que use Paypal/Moneybookers para evitar informar seu cartao de crédito para eles.
Uma listagem sempre atualizada de serviços VOIP pode ser encontrada no VOIP-RATES
Para ligações locais na Alemanha, maioria dos telefones fixos alemaes possuem planos Flatrate com ligacoes ilimitadas para qualquer fixo do país. Mas se sua casa nao tiver, voce pode utilizar o PeterZahlt para ligar gratuitamente. É 100% gratuito (nem cadastro é necessário) e funciona da mesma forma que o Jajah, porém apenas para ligacoes Alemanha-Alemanha.
Esse post ainda continua no passado. Depois que eu escolhi o estágio, bastava fazer as malas e me mudar para a nova cidade, não é? Não, não é. Os alemães são extremamente frescurentos quando o assunto é alugar apartamento.
Meu contrato de alguel na casa em que eu estava tinha acabado. Como iria me mudar, não quis renovar. Fiquei na casa de Camila até me mudar para Karlsruhe. Achei que ia durar uma semana, mas acabou durando um mes. Alugar uma casa ou apartamento MESMO não é tão barato e nem tão simples por dois motivos: as imobiliárias geralmente pedem uma “Provision” que é um pagamento extra no primeiro mês (como uma comissão) bem caro e os donos dos imóveis não querem alugar por 6 meses (e depois de 6 meses ter que ir atrás de gente novamente), querem um morador de verdade, fixo.
Felizmente existem os WG (Wohngemeinschaft). O sentido real da palavra é uma acomodação para mais de uma pessoa. Tipo uma república. Mas na prática, qualquer apartamento de estudante pode ser chamado de WG (mesmo que seja um quarto só). Outro termo usado na hora de alugar imóveis é o “Zwischenmiete” que é um aluguel por um curto prazo (tipo um mês). Os sites ideiais para se procurar imóveis aqui são o Studenten-WG e o WG-Gesucht
Mas como disse, eles são complicados para negócios imobiliários. Os atuais moradores do imóvel fazem uma entrevista com você para saber se lhe querem lá. Até aí tudo bem, afinal vocês vão se ver todo dia. O problema é que eles marcam essas entrevistas com dezenas de pessoas! E mesmo assim, as vezes simplesmente decidem que nenhum dos candidatos é gente boa o suficiente e ficam lá dois ou três meses entrevistando gente. Grande parte dos estudantes não querem alguém que vá ficar pouco tempo, então quando mandar um email marcando uma entrevista diga logo quantos meses irá ficar no apartamento. No final das contas, você não escolhe direito o apartamento.. você é escolhido para alugar. Se achar algum “Zwischenmiete” que coincida com seu tempo na cidade, se inscreva! Suas chances são bem maiores (eu e camila estamos em esquemas assim).
Lembro quando vi aqui em Karlsruhe conversar com o povo de um apartamento, cheguei lá tinha outra pessoa ainda olhando. Foram todos legais, tudo muito bom. Mas no final: “ta, então coloca seu nome e telefone aqui na lista que a gente da uma resposta” - a lista tinha mais de 20 nomes. Então não marque só uma entrevista por dia. Marque o máximo possível. Não vale a pena viajar pra outra cidade, fazer uma entrevista e voltar. Se conseguir algo, liga desmarcando. Não tem problema.
Antes de conseguir algo, olhei outro apartamento que era um cara só em um apartamento grande de três quartos. Ele disse que estava entrevistando gente há 3 meses e não achava ninguém. E mesmo assim, não me quis lá por 6 mesesinhos.
No final de tudo, um cara da Tunísia ia passar as férias em sua terra natal e estava alugando o apartamento dele (de um quarto) nesse período. O apartamento era até aceitável por dentro (com exceção do banheiro, que era o pior possível) e bem localizado. Por fora o prédio era feio, velho e sujo. Enquanto isso, um Alemão que morava com o irmão estava indo fazer um estágio no exterior e ia liberar o quarto exatamente depois de 1 mês. Apartamento novo, num prédio só de estudantes. Quarto perfeito, tudo 100%.. só um pouco longe. Mas, perfeito! Fiquei um mês morando só (na verdade, Camila ficou comigo até resolver o apartamento dela) no feio e bem localizado e agora moro até voltar pro Brasil com um Alemão num apartamento excelente mas um pouco longe.
Botei umas fotos no album de Karlsruhe e num próximo post falo de meus problemas com mesas de madeira..
Vou voltar no tempo um pouco e sair postando o que aconteceu nesse intervalo em que estive sem tempo de atualizar aqui.
No final do “Winter Semester”2008/2009, meu semestre na Hochschule, começamos a procurar estágio por aqui. Começamos, no caso, pois não fui apenas eu. Praticamente todos os brasileiros sairam mandando seus currículos. Não foi uma tarefa tão fácil, mas também não foi tão complicado como foi pro pessoal de administração. Escolhi umas 20 empresas e mandei uns 20 currículos. Boa parte delas me deram um não, mas consegui várias entrevistas (duas por telefone e o restante pessoalmente) e saí viajando. Acabei sendo aceito por algumas empresas, inclusive umas multinacionais grandes, e pude escolher entre elas (e ainda desmarquei outras entrevistas). Acabei optando ficar numa menor porém que parecia ser mais atraente. No caso, a Virtual7 (que fica em Karlsruhe).
Mas não vá ver minha história e achar que é tranquilo achar estágio por aqui não. Depende muito do curso. Computação é mais tranquilo, mas conheço gente de administração e de elétrica que enviou (sem exageiro) 200-300 currículos até conseguir algo. Vendo tanta gente recebendo tantos “não”s, bateu um belo medo! Principalmente porque alguns deles era gente claramente competente, que no Brasil conseguiria algo rapidinho.
Algumas dicas para que pretende conseguir um estágio aqui:
- Alemães gostam de se planejar. Se você quer estagiar em Fevereiro, comece a procurar em Agosto/Setembro.
- O currículo tradicional alemão é composto de 4 páginas. Ele é enviado por correio em uma pasta especial. A empresa que não lhe quiser, lhe manda a pasta de volta pelos correios. Porém a maioria das empresas já utiliza com currículos “normais” de duas páginas (de uma página, como muita gente recomenda no Brasil, não funciona por aqui). Ah! É altamente recomendado colocar uma foto sua (engravatado) nele.
- Junto do currículo, vai uma carta sua explicando porque escolheu essa empresa.
- De preferência, envie tudo em Alemão. Inglês só se a vaga for realmente em inglês ou se você não souber nada nada de Alemão.
Eu tenho modelos aqui (meus e distribuidos no curso da HS) tanto de currículo como de bewerbung. Se alguém quiser, só me pedir que envio por email.
Voltando para a empresa que escolhi. A Virtual7 é uma empresa pequena, mas não minúscula. Tem sede aqui em Karlsruhe e uma filial na Romenia. Ela foi a primeira empresa “Oracle Partner” da Alemanha e desenvolve aplicações para intranet de algumas empresas da região. Aqui em Karlsruhe é feita a parte inicial dos projetos (análise dos requisitos, elaboração da proposta, estrutura do programa etc). Depois o projeto é encaminhado pros programadores da Romênia que transformam tudo em código e mandam de volta para ser testado. Quando soube que era assim, imaginei que o pessoal daqui seria a elite intelectual e lá na Romênia estariam os famosos “coders”, que só pegam a especificação e implementam sem pensar em nada. Mas não é bem assim, lá tem gente boa e o trabalho acaba sendo feito em equipe. Todo o diálogo interno na empresa é em Alemão, assim como a documentação que interessa aos clientes. O diálogo com a Romênia, a documentação técnica e códigos é em inglês.
Camila também está estagiando, ela está na T-Mobile (é tipo a Oi da Alemanha). Eu estou morando em Karlsruhe e ela em Bonn. São 270Km (ou 25 euros) de distância.
Acabei de terminar meu primeiro mês na empresa, e terça feira recebi meu primeiro pagamento. Os estágios na Alemanhão são de tempo integral. Oito horas por dia. Então minha rotina agora é acordar, ir pra empresa, voltar para casa e dormir. Em breve posto algo mais detalhado sobre o que estou fazendo em minhas 8 horas diárias lá.
Estou bem sem tempo aqui em Karlsruhe. Acordo todo dia cedo, vou pra empresa, fico lá 8 horas e chego em casa cansado. As minhas poucas horinhas vagas, eu aproveito fazendo outras coisas. Mas tem tanta coisa que ficou a ser postada (procurando um estágio, indo pras entrevistas, procurando um apartamento na cidade nova, alugando carro e se mudando, se mudando de novo dentro da cidade, indo esquiar na suiça etc etc etc) que decidi tomar vergonha na cara e organizar isso aqui.
A partir de agora, o blog não é mais michael.vanderlinden.com.br/bremen. Agora é http://michael.vanderlinden.com.br/alemanha afinal de contas, eu não moro mais em Bremen. A partir de amanhã vou tentar todo dia dar uma atualizada aqui, pelo menos durante as próximas semanas. Isso não significa que vou postar algo todo dia (postar consome um tempo desgraçado). Alguns dias irei colocar novas fotos (ou reorganizar as que ja estão la), em outros irei corrigir algo no design do blog, em outros ajeitarei algo nos posts antigos, procurarei plugins pro wordpress e por aí vai.
Bom, então até amanhã.
Já não estou mais morando em Bremen. Consegui um estágio em Karlsruhe (lá embaixo, perto da França) e em breve esse blog mudará de nome. Já ia começar a postar coisas tipo como foi para conseguir o estágio, como foi minha mudança de cidade, como é minha nova cidade etc etc.. mas acabaria deixando de falar sobre algo fundamental para quem pretende viver em Bremen (ou em qualquer cidade da Alemanha): aprender Alemão.
Alguns cursos na universidade são em inglês (o meu não), existem muitos gringos que conversam em inglês/espanhol e brasileiros por todo lado. Mas a linguagem do dia-a-dia é obivamente o Alemão! Mesmo que seu curso seja em inglês, fora da universidade você viverá em Alemão. Ok, da para sobreviver sem dominar a língua (e muitos realmente optam por essa opção).
Assim que chegar em Bremen, recomendo que faça um curso intensivo de Alemão (desses de 4 horas por dia). Se possível, já organize tudo do Brasil para já começar logo que chegar na cidade. Geralmente cada módulo dos cursos intensivos duram dois meses.
Bremen possui as seguintes escolas de idioma:
- Aristoteles Institut: estudei aqui um tempo. Não é a mais barata, mas também não é a mais cara. Não é tão popular, tem poucos alunos. As aulas são boas e puxam bastante na gramática. Da para aprender bem e o pessoal de lá é legal. Mas infelizmente as aulas não são tão dinâmicas (como costumam ser as aulas de idioma).
- DAA: é bem comum as pessoas fazerem esse. As aulas são quatro dias por semana. O preço também está na média. Foi o que Camila fez, e ela gostou.
- Casa: também estudei nesse aqui um tempo. É o mais caro, mas o maior e mais organizado. Apesar de não se prender tanto à gramática e ao livro como fazia o Aristoteles as aulas são bem mais divertidas, como as de um curso de idiomas no Brasil. Você fala bastante nas aulas, e dá para aprender bem.
- Bremer Volkshochschule: não possui cursos tão intensivos. São poucas horas por dia, poucos dias na semana. Porém é bem mais barato que qualquer outro. Não ouvi falar muito bem dele. Disseram que tinha muitos alunos por sala, que a aula era chata etc. Mas não deixa de ser uma opção…
- FZHB: A HS-Bremen também oferece curso de Alemão! São apenas dois dias por semana, a noite (ou no fim da tarde). As aulas são meio fracas, tipo inglês de colégio, mas é melhor que nada! Ela custa na faixa de uns 100 euros o semestre. Mas alunos estrangeiros que assistem aula em alemão conseguem se matricular de graça. Eu cursei aqui quase o semestre todo..
Uma das dificuldades de se matricular nesses cursos é o horário. Alguns, como o DAA, oferecem aulas em horários estranhos(por exemplo: Segunda e Quinta de manha, Quarta e Sexta a tarde e sem aula na terça), outros possuem apenas pela manhão ou apenas a tarde. Isso acaba sendo um dos fatores que mais pesam na hora de escolher qual curso fazer…
Ok, esse foi meu último post sobre Bremen. Assim que tiver tempo começo a postar das coisas de Karlsruhe!
 Gelbe Tonne - é o amarelo, quase tudo que é embalagem vai nele
- O lixo é separado em 4 tipos: Gelbe (lata, plástico, papel, embalagens etc), Bio (frutas e restos de comida), Papel (diferente do Gelbe, aqui é só papel) e Restmüll (o restante das coisas).
- Na segunda-feira a noite (pelo menos em Bremen) as pessoas colocam na frente de casa móveis e eletrodomésticos que não querem mais (cama, televisão, sofá etc). Quem quiser pode pegar e o restante é recolhido pela cidade na madrugada.
- Não existe lixo no banheiro, papel higiênico se coloca no vaso
- A posição do “Y” e do “Z” é invertida no teclado. Ou seja, eles não usam teclados QWERTY, mas QWERTZ.
- Estralar os dedos (ou qualquer parte do corpo) é uma grande falta de educação e não pode ser feito em público. É tipo tirar catota!
- Mas assoar o nariz, por mais alto, nojeto e engraçado que seja, é completamente normal em qualquer lugar.
- O normal é o supermercado não fornecer sacolas. Cada um que leve a sua. Quem não tem (ou esqueceu) pode comprar uma no próprio supermercado.
- Downloads ilegais são fiscalizados na Alemanha. Quem é pego fazendo download recebe uma carta de aviso. Continuando com os downloads, um processo é aberto e pode-se ter que pagar uma multa muito alta! Um downloadinho aqui e outro ali até escapa. Mas temporadas completas podem chamar atenção. Como os usuários não fazem tantos downloads, alguns provedores oferecem pacotes com limite de tráfego mensal por um preço menor. Se você morar em uma casa de família aqui, antes de começar a baixar algo (legal ou não) é bom conversar com os donos da casa.
- Não é comum beber algo durante o almoço. Não é falta de educação, apenas não é costume do povo alemão (alguns bebem algo após o almoço, mas dificilmente bebem algo durante).
- As sorveterias “hibernam” quando o inverno aperta. Passam uns dois (ou mais) meses fechadas.
Algumas são específicas de Bremen (como a 2) e outras valem para a Alemanha toda (como a 4) e outras até para a Europa toda (como a 6).
A Hochschule Bremen possui três prédios espalhados: Neustadtswall, Werderstrasse e Flughafen. O Neustadtswall é onde fica a acessoria internacional. É nele que você vai fazer sua matrícula assim que chegar. O da Werderstrasse é onde ocorrem as aulas do curso de administração (International Business, em inglês). Consequentemente é aqui onde se concentra o maior número de intercambistas de tudo quanto é país. As aulas de idioma também acontecem nele. O prédio do Flughafen é o que abriga as aulas de tecnologia (como por exemplo, computação). É lá que assisto aula.
Como intercambista, assim que chega-se em Bremen faz-se uma matrícula na Hochschule (no International Office). Paga-se alguma taxa que não lembro e ganha-se o semester ticket para andar no transporte público da cidade. Essa matrícula significa apenas que você é aluno da universidade, não é o momento ainda para escolher suas cadeiras. Pouco antes das aulas começarem, a lista das cadeiras que serão oferecidas é divulgada (geralmente ela é colada em alguma parede) . Você monta seu horário e quando estiver seguro informa ao coordenador as cadeiras que você pretende cursar. Nada impede que você passe uma, duas, três semanas assistindo aula para decidir o que quer. Você pode, obviamente, pegar cadeiras de outros cursos. E também não há problemas em pagar algo como ouvinte. Basta não ir fazer a prova.
A presença na aula não é obrigatória, eles não fazem chamadas, e muitos alemães acabam faltando um bocado. Os professores, pelo menos no meu curso, são bons mas não dão a menor importância se a turma está entendendo ou não o que está sendo falado. Havendo uma pergunta, eles respondem com o maior prazer e atenção. Não havendo, bola para frente. Porém é comum os alemães não entenderem, não perguntarem e o professor continuar com o assunto. Não é educado chegar atrasado, nem sair mais cedo. Mas também nada impede que isso seja feito.
Cada disciplina possui apenas uma nota. Na maioria dos casos é uma prova longa e complicada que deve ser resolvida em pouco tempo (menos de duas horas) no final do semestre. Não há cobrança alguma durante o semestre. Você não tem nenhum feedback de como está indo. Se precisa estudar mais ou se está dando conta. As notas variam de 5 a 1. Sendo 5 a pior e 1 a melhor. Tirando entre 1 e 4, você está aprovado.
A Hs-Bremen possui um sistema online chamado Aulis onde pode-se baixar o material das disciplinas (slides, exercícios, calendário etc). Nos laboratórios de informática pode-se usar Internet a vontade. Caso queria imprimir algo, é cobrado 3 centavos de euro por folha. Inicialmente você recebe 2 euros de crédito para isso, depois basta colocar mais créditos. Para quem usa notebook, a HS-Bremen tem wi-fi em todos os seus prédios.
Cada prédio possui um refeitório (Mensa). Esse é o melhor lugar para se almoçar. Todo dia ele possui um prato de 2 euros (o Essen I), um de 1 euro (o Essen II) entre outras opções um pouco mais caras (mas ainda baratas). A maioria das pessoas pega o prato de 2 euros. Todo dia é uma prato diferente, que geralmente acompanha uma sopa (e às vezes um iogurte). O prato pode ser qualquer coisa. Porco com batata, macarrão, peixe, salada com frango. Às vezes é ótimo… às vezes, péssimo. O prato de 1 euro geralmente é sem graça, e em alguns dias ele não é suficiente para um almoço.
A Hochschule Bremen e a Uni-Bremen são “parceiras”. É comum professores de uma darem aula na outra. O cartão do mensa é igual para as duas. Ou seja, você pode pagar preco de estudante tanto nos refeitorios da HS como no da Uni. O mesmo vale para pegar livros na biblioteca.
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